Além de ataque à base da Força Aérea e forte militar em Caracas, outros três estados foram alvos das explosões, diz Venezuela.

Moradores de Caracas ouviram barulhos de aviões e helicópteros sobrevoando a cidade; governo Maduro denunciou 'agressão dos EUA'

Foto: Divulgação 


O regime de Nicolás Maduro acusou neste sábado o governo de Donald Trump de uma "agressão militar gravíssima" ao atacar alvos na capital da Venezuela, Caracas, e também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Em comunicado, a Venezuela afirma que o ato "constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas especialmente dos seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a jurisdição do uso da força". Afirmando que os ataques ameaçam a paz e a estabilidade internacional, o regime também pede que a comunidade internacional se pronuncie sobre os acontecimentos.

Ao menos sete explosões e ruídos semelhantes ao sobrevoo de aviões foram relatados na madrugada deste sábado, por volta das 2h, em Caracas. Segundo fontes em Caracas, “foram ouvidas explosões na base militar de La Carlota e no Forte Tiuna”. Espécie de Pentágono venezuelano, o forte é o maior complexo militar da Venezuela, onde, segundo se comentou recentemente, estaria morando Maduro com sua família. Em post nas redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que o líder venezuela foi capturado e retirado do país.

La Carlota é a principal base da Força Aérea venezuelana na capital do país, localizada muito perto de bairros de classe média e média alta da cidade. Em La Carlota operam aviões militares pequenos, na região leste de Caracas.

Outro alvo teria sido, segundo fontes diplomáticas, a base militar de La Guaira, próxima do aeroporto internacional de Maiquetía.

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Segundo as fontes em Caracas, o chamado Quartel da Montanha, onde está enterrado o líder bolivariano Hugo Chávez, também foi atacado. O quartel está localizado na favela 23 de Janeiro, uma das maiores da capital venezuelana. Outras fontes informaram que o Palácio presidencial de Miraflores também foi alvo dos ataques.

Imagens não verificadas compartilhadas nas redes sociais mostram grandes incêndios com colunas de fumaça, embora sem elementos que permitam identificar a localização exata das explosões, que parecem estar ocorrendo no sul e leste da cidade. Ainda, porém, não é possível verificar sua autenticidade.

De acordo com uma equipe da rede americana CNN, algumas áreas da capital venezuelana ficaram sem energia elétrica. "Uma delas [explosões] foi tão forte que minha janela tremeu depois", escreveu a correspondente da CNN em Caracas, Osmary Hernandez.

As explosões ocorrem depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou uma frota de navios de guerra para o Caribe, mencionou a possibilidade de ataques em território venezuelano e afirmou que os dias do presidente Nicolás Maduro no poder estavam contados.

Na última segunda-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos destruíram uma área de atracação usada por embarcações acusadas de tráfico de drogas na Venezuela, o que seria o primeiro ataque terrestre dos EUA em solo venezuelano.

Por: O Globo

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