Após acertar com Rodrigo Dourado, ex-Internacional, em janeiro, time de Jardine no México tem saídas importantes e está perto de anunciar o terceiro brasileiro.
Depois de passar por um dos períodos mais vitoriosos de sua história, o América do México vive um momento de transição. O clube encerrou recentemente uma dinastia marcada por um tricampeonato nacional e seis títulos conquistados sob o comando de André Jardine. Mas, agora, passa por uma reformulação profunda no elenco, com saídas importantes e novas apostas, especialmente no mercado brasileiro.
O ciclo vencedor colocou o América no topo do futebol mexicano, com domínio interno e uma base sólida de jogadores, sem brasileiros no elenco além da comissão técnica. Nesse movimento de mudanças, para oxigenar o clube após um ano sem títulos, o atacante Rodrigo Aguirre deixou o clube para defender o Tigres nesta janela.
O zagueiro Igor Lichnovsky, peça importante em conquistas, acertou com o Karagümrük, da Turquia. Allan Saint-Maximin, contratado com grande peso, voltou para a Europa e foi anunciado pelo Lens, da França. O América do México também perdeu o destaque do time no começo de fevereiro. O meia Álvaro Fidalgo foi negociado com o Betis, da Espanha.
As saídas simbolizam o fim de um ciclo e a necessidade de reconstrução no time. Dentro desse contexto, a diretoria, com indicação de Jardine, passou a mirar mais o mercado sul-americano, especialmente o Brasil. O principal reforço já anunciado é Raphael Veiga. Ídolo recente do Palmeiras, o meia chegou ao América-MEX cercado de expectativa após se despedir do clube paulista.
Além de Veiga, o América está perto de anunciar a contratação de Lima, meia do Fluminense. O negócio está em fase final e deve acontecer por empréstimo, reforçando ainda mais a presença brasileira no projeto de Jardine para a nova fase do clube. Lima foi treinado por Jardine na base do Grêmio.
Além deles, em janeiro, o time anunciou o volante Rodrigo Dourado, ex-Internacional, que estava no Atlético San Luis, do México. O jogador é um velho conhecido de Jardine, com quem trabalhou nas categorias de base da Seleção e no próprio Atlético San Luis.
Após fazer história no México com o tricampeonato, André Jardine vive novas expectativas com o América do México. O clube não vence a Concachampions há dez anos - o último título foi em 2016 diante do Tigres. Com o próprio treinador brasileiro, a equipe bateu na trave em duas ocasiões, quando perdeu para o Pachuca em 2024, e para o Cruz Azul em 2025.
No comando de André Jardine, o América do México busca o título da Concachampions em 2026 - o que pode isolar novamente o clube como maior vencedor do torneio, e ainda garantir vaga no Intercontinental da FIFA, em dezembro, e a classificação para a Copa do Mundo de Clubes de 2029.
Por: Ge


