Esposa de tenente-coronel da PM é encontrada morta e mãe aponta relacionamento abusivo

Mãe relata que policial vivia relação marcada por conflitos.

Foto: Divulgação/Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto.


Uma policial militar identificada como Gisele Alves Santana, 32 anos, foi encontrada morta com um disparo na cabeça dentro do apartamento onde vivia, na manhã da última quarta-feira (18), em São Paulo. O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita e suicídio, mas a Polícia Civil de São Paulo apura as circunstâncias do ocorrido.

Gisele era casada com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e deixa uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior. Conforme consta no boletim de ocorrência, o oficial relatou ter encontrado a esposa caída no chão do imóvel, com uma arma em uma das mãos e forte sangramento.

Segundo o g1, a mãe da policial afirmou à polícia que o casamento era marcado por conflitos constantes. Segundo ela, o relacionamento seria abusivo e o tenente-coronel imporia restrições ao comportamento da filha, como a proibição de usar batom, salto alto e perfume, além de exigir rigor no cumprimento de tarefas domésticas.

Ainda de acordo com o relato da mãe, quando Gisele manifestou o desejo de encerrar o casamento, o oficial teria enviado uma fotografia pelo celular em que aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça. Na última sexta-feira (13), a policial teria telefonado dizendo que não suportava mais a pressão e que pretendia se separar.

Gisele chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, mas não resistiu aos ferimentos. Até o momento, o tenente-coronel não figura como suspeito no inquérito.

Procurada, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que "diligências estão em andamento". Em nota, a pasta acrescentou: "A Polícia Civil esclarece que o caso foi inicialmente registrado como suicídio consumado no 8º DP (Brás). Posteriormente, foi incluída a natureza de morte suspeita para apurar as circunstâncias do óbito da vítima".


Por: Correio/Wendel de Novais

Postagem Anterior Próxima Postagem