Dois nomes da política baiana são cogitados para vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro.

A vaga de vice de Flávio Bolsonaro virou aquele tipo de convite que ninguém recusa, mas que pode custar caro para quem aceita, especialmente na Bahia.

Foto: Divulgação 


Na fila aparecem dois nomes do Estado: o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e a deputada federal Roberta Roma (PL). Enquanto isso, a favorita inicial, Tereza Cristina, faz o que todo político experiente faz quando vê risco: pensa bem e vai dando uma recuada estratégica.

Só que o problema não é em Brasília, é em Salvador e arredores. O nome de João Roma, que já estava praticamente com o terno passado para disputar o Senado na chapa de ACM Neto, agora começa a olhar no espelho e se perguntar se vale mesmo a pena sair de casa.

Motivo simples: se Roberta foi escolhida como vice, Roma pode ter que sair discretamente pela porta lateral. Ninguém quer viver como figurante numa eleição onde o roteiro muda toda semana.

E tem mais um fator pesando: a presença de Ângelo Coronel. Na prática, cada chapa pode eleger até dois senadores, mas isso depende de força política e votos suficientes. Hoje, a avaliação interna é que não dá para garantir duas vagas competitivas ao mesmo tempo. Ou seja: alguém tende a ficar pelo caminho, e nesse momento, Coronel aparece mais consolidado, deixando Roma em uma posição mais incerta.

No fim, o cenário é aquele velho conhecido: todo mundo se movimenta como se estivesse tudo certo, mas por dentro já tem gente recalculando o futuro político.

Por: Ronda Geral Bahia com informações Política e Bastidores

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