No PT, Rui Costa já é visto como um elefante em uma loja de cristais.

A movimentação do Ministro da Casa Civil, Rui Costa, na Bahia deixou de ser discreta. Já está explicado por que ele está tão decidido a avançar a ponto de despachar no QG do partido e acompanhar de perto a montagem de chapas e articulações regionais. No grupo liderado por Jerônimo Rodrigues, saiu fortalecido quem fez bancada em 2022. O recado foi assimilado. Otto Alencar consolidou a musculatura com bancadas expressivas na ALBA e na Câmara Federal. Rui sabe que, para 2030, não basta discurso; é preciso base própria dentro e fora do PT.


Foto: Divulgação/Vice-governador: Geraldo Júnior-MDB/ Ministro da Casa Civil: Rui Costa-PT


É aí que entra o Avante. A legenda é uma peça estratégica para ampliar a influência, garantir fidelidade e construir uma bancada paralela que dialogue com seu projeto. Jovem, com tempo político pela frente, Rui trabalha para mostrar força na Bahia, mirando um salto maior e, claro, com o Senado Federal no radar.

O movimento já produz efeitos colaterais por conta de Rui. Alguns partidos da base admitem, nos bastidores, firmar coligação apenas para o governo, deixando o Senado livre na prática. Isso significa que os candidatos ao Senado da chapa de Jerônimo poderiam ficar sem tempo de televisão robusto, enfraquecendo a exposição em uma disputa que depende fortemente de mídia e palanque unificado.

Nos corredores, a leitura é direta: Rui atua como um elefante em uma loja de cristal, reorganizando o espaço à sua maneira, mesmo que isso provoque ruídos.

Setores do PT, ligados a Jaques Wagner, estariam "cuspindo fogo" com o protagonismo crescente do ministro fora das estruturas tradicionais do partido. "E aí vai atropelando tudo e todos", disparou um aliado, resumindo o clima.

O jogo de 2030 começou antes da hora, e Rui deixou claro que não pretende esperar convite para sentar à mesa principal.

Por: Política e Bastidores

Postagem Anterior Próxima Postagem