PMs são presos em Salvador, suspeitos de assassinato em Feira de Santana. O crime foi no dia 28 de fevereiro de 2026.

Dois policiais militares foram presos nesta quarta-feira, 1º de abril, em Salvador, apontados como suspeitos de participação na morte de Rogério Brandão Fernandes, de 56 anos. O crime aconteceu em fevereiro, no dia 28, em Feira de Santana, enquanto a vítima seguia para o trabalho.

Foto: Divulgação/ Arquivo-Ronda Geral Bahia

Rogério, que trabalhava como lavador de carros, foi atingido por disparos na manhã do dia 28 de fevereiro, na rua Lopes Rodrigues, nas proximidades do Hospital Lopes Rodrigues, no bairro Brasília. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Vídeo: Divulgação/ Câmera de um estabelecimento.

As investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Feira de Santana indicam que o assassinato pode ter sido motivado por vingança, de acordo com o inquérito. Surgiram denúncias de que a vítima teria cometido abusos contra adolescentes há cerca de uma década. Os relatos foram feitos por duas mulheres que, na época, eram menores, além de familiares e outras possíveis vítimas.

Um dos pontos que reforçam essa linha de investigação é o fato de uma das denunciantes manter atualmente um relacionamento com um dos policiais presos. A polícia também apura que um encontro recente entre ela e Rogério, em um supermercado, pode ter reacendido o conflito e contribuído para o desfecho violento.

Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para o avanço do caso. Os registros ajudaram a identificar o veículo utilizado na ação criminosa. Durante a fuga, o carro apresentou problemas mecânicos e foi levado a uma oficina na Avenida Presidente Dutra, o que acabou auxiliando os investigadores a rastrear os suspeitos.

O veículo foi apreendido e passou por perícia no complexo policial do bairro do Jomafa. A partir das informações obtidas no local, a polícia chegou à identificação dos envolvidos.

Os dois policiais chegaram a comparecer espontaneamente à delegacia no dia 9 de março, acompanhados por um advogado, mas preferiram não prestar depoimento. Com base nos indícios reunidos, a Justiça autorizou a prisão preventiva.

As ordens judiciais foram cumpridas pela corregedoria da polícia militar após a detecção dos que foram levados para o batalhão de choque em Salvador, onde permanecem à disposição da Justiça.

Por: Ronda Geral Bahia com informações do Portal Barril Notícias

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