Luciana Machado disse que o governo do estado iniciou a construção da unidade escolar há três anos, mas o que se vê neste momento é "abandono"
"A paralisação pode significar um desperdício de R$ 18 milhões, custo estimado para construção da escola". A prefeita de Nova Viçosa, Luciana Machado (União Brasil), denunciou o abandono de mais de um ano de obra de escola em tempo integral que atenderia a alunos do nível médio do município.
Segundo ela, o governo do estado iniciou a construção da unidade escolar há três anos, mas o que se vê neste momento é "abandono e deterioração das estruturas metálicas expostas ao tempo". A paralisação pode significar um desperdício de R$ 18 milhões, custo estimado para construção da escola.
“Hoje estou aqui na sede do nosso município, em Nova Viçosa, para mostrar a realidade da escola que deu início há quase três anos atrás, uma obra do governo do estado, uma escola em tempo integral. Uma obra que foi orçada em mais de R$ 18 milhões e é uma triste notícia que dou à população: essa obra está há mais de um ano abandonada”, disse a prefeita, em vídeo publicado nas redes sociais.
A gestora salientou que não se trata apenas de uma "obra inacabada, mas de sonhos interrompidos, de oportunidades perdidas e de dinheiro público sendo desperdiçado". “A gestão municipal segue fazendo sua parte, mas é preciso responsabilidade e compromisso por parte de quem iniciou essa obra”, declarou Luciana Machado.
“As pessoas têm me perguntado: 'prefeita, quando a escola do governo do estado vai ficar pronta?' Essa é uma pergunta que eu quero fazer hoje ao governo do estado. Quando essa escola irá ficar pronta? Uma escola que seria de grande importância para os alunos do nosso município, com estrutura maravilhosa, mas infelizmente abandonada há mais de um ano".
Luciana Machado salientou a necessidade de mudança de rumos na Bahia. “Precisamos de um governador que realmente entenda a realidade dos municípios”, enfatizou.
Em nota enviada ao CORREIO, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) informou que a obra da escola “foi impactada pelo descumprimento contratual da empresa anteriormente licitada para execução dos serviços”.
“Diante da situação, a Companhia adotou as medidas administrativas cabíveis, incluindo o processo de rescisão contratual e a preparação de uma nova licitação para garantir a conclusão da unidade escolar. Paralelamente, equipes técnicas serão mobilizadas para execução de serviços emergenciais de manutenção e preservação da estrutura já executada, assegurando melhores condições para retomada das obras. A nova licitação encontra-se em fase final de tramitação administrativa e deverá ser lançada nos próximos dias, em articulação com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia”, acrescentou.
Por: Ronda Geral Bahia com informações do Correio/ Pombo Correio
