Há 4 dias das eleições municipais, o Brasil vive uma verdadeira expectativa em relação às eleições para prefeitos, prefeitas, vereadores e vereadoras. Os 5.586 municípios terão votações no dia 6 de outubro; apenas em dois lugares no Brasil não haverá eleições: a capital do país, o Distrito Federal, Brasília, e Fernando de Noronha. Os demais terão votações no dia 4 de outubro. Em Feira de Santana, a situação não é diferente dos demais municípios do país, mas o que chama a atenção é que, até o momento, não se vê projetos por parte dos candidatos que a população possa olhar e dizer: "De fato, vamos ter um representante que fará pela cidade." O que a população está presenciando até o momento são muitas brigas políticas, apontando os defeitos um do outro, e nada de projetos. Na terceira via, surge um terceiro candidato, que provoca menos e aponta menos defeitos. A cidade de Feira de Santana é a segunda maior cidade do estado da Bahia. Ficando atrás da capital baiana, Salvador, a cidade sofre em diversos pontos com a falta de estrutura na questão do saneamento básico. Muitas das construções na cidade vêm crescendo a cada dia, mas não há saneamento básico, o que demonstra a negligência por parte das pastas responsáveis por fiscalizar e pela própria prefeitura. As construtoras constroem de maneira inadequada, fazendo um calçamento sem uma via fluvial de esgoto, e isso requer fiscalização, pois gera prejuízo tanto para a população que ali compra aquelas residências quanto para a população em geral da cidade. Infelizmente, essa negligência por parte das pastas fiscalizadoras e da Prefeitura Municipal persiste está longe de serem resolvidas.
Mobilidade Urbana
A cidade também sofre com a mobilidade urbana. A gente não vê nada de melhoria; a cidade cresce a cada dia e não se vê, por parte dos candidatos, um projeto apresentado em suas campanhas para melhorar a mobilidade urbana. O transporte público é caótico, camuflado por uma imigração imensa no transporte clandestino, que não tem uma solução. São carros sucateados, carros com documentos atrasados, carros que é de cinco lugares e tranportam até oito pessoas e nada de fiscalizações, carros com pneus carecas e carros com pessoas sem capacidade de dirigir. E carros na ilegalidade, o nome já diz: transporte clandestino. Já as empresas de ônibus têm alguns ônibus camuflados que não funcionam, elevadores para cadeirantes, e os motoristas não têm qualidade para dirigir, sem capacidade. Eles param nos pontos no meio da rua, obstruindo as vias. Não há uma preparação para esses motoristas, sem falar nos condutores que obstruem os pontos com seus veículos. A secretaria não fiscaliza e não remove esses carros que estacionam em locais de parada de ônibus, conhecidos como pontos de embarque e desembarque.
A cidade vem sofrendo com a insegurança, e a gente não vê projetos dos candidatos para uma suposta melhoria na segurança do município. E a população é que sofre com tudo isso. A quatro dias das eleições, as brigas continuam acirradas entre si, e projetos e planos de governo que são bons, até o momento, nada. Essa é a cidade princesa do sertão, essa é a segunda maior cidade do estado da Bahia.
A cidade tem uma câmara de vereadores que não representa o povo, com 21 vereadores que deveriam fiscalizar, mas que são coniventes com as irregularidades do Executivo e do Legislativo, além de não fiscalizarem o Prefeito. As comissões da câmara não trabalham nem atuam. Esperamos que, em 2024, quando acabar e entrar 2025, essas comissões — sejam elas de saúde, de educação, de direitos humanos ou do meio ambiente — trabalhem, porque o trabalho do vereador é fiscalizar e cobrar do Prefeito. Mas sabemos que a incompetência vem através da troca de favores; eles fingem que fiscalizam em troca de cargos que o Prefeito disponibiliza para um ou para outro, e não há essa fiscalização por parte dos vereadores em relação ao Prefeito. Há uma irresponsabilidade geral.
O eleitor vota confiando que o vereador exercerá seu papel de fiscalizador, mas não estamos vendo isso; a população não percebe essa fiscalização no município. O que observamos por parte dos vereadores é muita conversa, na câmara há muitas discussões e brigas pessoais, além de projetos que não trazem benefícios. Professores estão sofrendo com os precatórios, que estão travados, e nos perguntamos: onde está o cidadão que trabalha e tem seu direito garantido por lei, mas infelizmente está impedido de exercê-lo? Mais uma vez, ele está sofrendo. Onde está o erro? Quem é o responsável por essa irresponsabilidade e por essa perseguição ao professor que precisa de seus direitos garantidos? E os precatórios, a quem recorrer agora?
Por: Ronda Geral Bahia.
