Sempre sobra para o brasileiro trabalhador que cedo madruga para sustentar o país.
Como é de se esperar, todo início de ano o trabalhador brasileiro fica na expectativa do reajuste do salário mínimo para dar uma respirada no seu orçamento mais que respirado, que nada! O tão sonhado aumento de fato vem, porém a inflação supera o aumento do salário mínimo do brasileiro, e tudo fica como está ou até pior.
O novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, passa a valer a partir desta quinta-feira (1º). O reajuste, de 6,79% ou R$ 103, foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10. O salário mínimo anterior era de R$ 1.518.
No dia 4 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2024, confirmando uma expansão de 3,4%.
No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que controla a evolução dos gastos públicos, determina que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%. Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$ 1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei, passa para R$ 1.621, com um reajuste de 6,79%.
Um aumento de R$ 130,00 não é suficiente para suprir as necessidades do trabalhador brasileiro, que precisa colocar alimento em sua despensa, abastecer seu carro — que, na grande maioria, é utilizado para trabalhar — e arcar com as despesas da escola dos filhos, IPVA, gás, água e energia. Com isso, tudo permanece do mesmo jeito: um aumento que não supera a inflação.
Por: Ronda Geral Bahia.
