Eduardo foi um problema para o PL, porque se elegeria senador, diz Valdemar

A ida do agora ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, há cerca de um ano, foi um "problema" para o PL, segundo o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.

Foto: Divulgação/Eduardo Bolsonaro: ex; deputado federal 


O que aconteceu
Valdemar afirmou que, se Eduardo tivesse ficado no Brasil, se elegeria para o Senado por São Paulo em outubro. "Ele tinha uma eleição liquidada", afirmou o presidente do PL, em entrevista à GloboNews. O filho de Jair Bolsonaro abandonou o mandato em fevereiro do ano passado para ficar nos Estados Unidos.

Para Valdemar, o ex-deputado escolheu ficar nos EUA "por desespero" pela situação de Bolsonaro. Ele afirmou ainda que a decisão do tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros "eram ideias do Trump". Após o anúncio das taxas, no entanto, Eduardo se colocou como articulador das medidas que levaram ao tarifaço —a ação era vista como uma das formas de livrar seu pai da ação da trama golpista no STF —Bolsonaro foi condenado e cumpre pena em Brasília.

Eduardo tem ajudado na escolha de quem será o candidato ao Senado em São Paulo, diz Valdemar. O presidente do PL citou alguns nomes para o Senado, como Marcos Feliciano (PL), Cezinha de Madureira (PSD) e Gil Diniz (PL). "Estamos fazendo uma pesquisa para Eduardo poder avaliar quem vamos escolher", afirmou. Ele contou que tem um acordo com o ex-presidente: Bolsonaro indica o senador, mas quem indica o governador é a direção nacional do partido.

O filho de Bolsonaro teve o mandato cassado no fim do ano passado. A Mesa Diretora da Câmara decidiu decretar a perda de mandato dele após contabilizar quase 60 faltas, o que ultrapassa o limite previsto na Constituição

O ex-deputado ficou enfraquecido após os EUA suspenderem as sanções contra o Brasil. As conversas e negociações entre os presidentes Lula (PT) e Donald Trump fizeram com que o país norte-americano retirasse o tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Por: UOL

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