Ialorixá e líder quilombola Maria Bernadete Pacífico foi assassinada em 2023, na cidade de Simões Filho. Júri aconteceria nesta terça-feira (24), em Salvador.
O júri dos dois envolvidos no assassinato da ialorixá e líder quilombola, Mãe Bernadete, foi adiado para o dia 13 de abril, em Salvador. O julgamento estava marcado para acontecer nesta terça-feira (24), no Fórum Ruy Barbosa, quase três anos após o crime.
De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o adiamento do júri foi um pedido da nova defesa constituída dos réus Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos.
A ialorixá foi morta com 25 tiros em 17 de agosto de 2023, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, onde morava. O inquérito policial concluiu que o crime foi cometido a mando de um chefe do tráfico de drogas na região, diante da oposição que Mãe Bernadete fazia às ações criminosas do grupo.
Arielson da Conceição Santos está preso preventivamente e Marílio dos Santos segue foragido. A Justiça determinou que ele também vá a júri popular porque, apesar de ainda não ter sido preso, tem advogado constituído.
Os dois foram denunciados por homicídio qualificado com motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de feminicídio e crimes correlatos.
Um terceiro denunciado, identificado como Sérgio Ferreira de Jesus, também deve passar por júri, mas em Simões Filho, cidade na Região Metropolitana de Salvador (RMS), onde aconteceu o crime. Não há detalhes sobre a data dessa audiência.
Também não há determinação sobre os julgamentos de Ydney Carlos dos Santos de Jesus, Josevan Dionísio dos Santos e Carlos Conceição Santiago, cujas ações judiciais foram desmembradas do processo dos demais suspeitos, pois eles não tinham advogados.
Veja o que se sabe sobre a atuação dos suspeitos do crime ⬇️
•Marílio: apontado como chefe do grupo;
•Arielson: suspeito de executar Mãe Bernadete;
•Josevan: suspeito de executar Mãe Bernadete;
•Sérgio: suspeito de receptar os celulares da líder quilombola e de familiares, roubados durante o homicídio, ele também é apontado como instigador do crime, após um desentendimento motivado por uma bronca da líder religiosa;
•Ydney: apontado como uma das chefias do tráfico e suspeito de auxiliar no plano;
•Carlos: suspeito de ter armazenado as armas utilizadas no crime e de ter dado fuga a Arielson.
Por: G1/ Feira e Região
